sábado, 30 de julho de 2011

peace...

Dentro da caixa de vidro eu consegui ver uma janela. Isso foi há muito tempo.

Eu usei a janela para espiar o mundo, mas nunca pude tocá-lo. Faz parte do ser olhar ao redor e simpatizar com a vida de outros. Faz parte da parte que te ensina pouco a pouco qual o caminho seguir.

Quando toda essa estória se torna história e toda essa visão se torna vista, não é difícil perder o limite entre passado e futuro. No sentimento, essas coisas que se repetem e são todas iguais, nada tem em comum umas com as outras, a não ser o fato de todas deitarem sobre a mesma linha de tempo, mais cedo ou mais tarde.

Muitas vezes, o que aconteceu não é suficiente. Essa vontade de querer compreender, viver o pedaço sob o espelho de fumaça, cria a expectativa inalcansável da satisfação que está logo ali na próxima esquina.

Quando no fundo, seria mais fácil aceitar que essa é a história que se tem e o que se pode saber dela. Deixar ela simplesmente passar.

Não se tem tempo pra viver tudo que se aprende por aí. Esse é o tempo que se tem.