sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Prólogo: Foto Mental

(postado originalmente em 2007-nov-07: fotolog e intitulado "No Worries")

Às vezes, quando já é tarde da noite e eu ainda estou acordado, parece que o mundo todo é familiar.

No silêncio, quando todos descansam.

Abro a janela e não há ninguém na rua. Alguns carros e a luz dos alarmes piscando, os postes e o mar.

Fico na sala sozinho, ouvindo o barulho do mar, no escuro - que nem é tão escuro pois há luz na rua.

o vento forte que entra e balança a cortina. Eu não consigo ir dormir, porque naquele momento, em que tudo desanda e fica mais calmo, eu consigo ouvir meus pensamentos. E mesmo que logo pela manhã hajam tantas coisas pra fazer, responsabilidades pra cumprir, não importa muito. Porque nesse momento eu já cumpri tudo que o dia me impôs. Acabou, passou. Estudei, trabalhei, corri, treinei. Passou, e finalmente posso sentar com calma.

Eu não estou ali na sala, nem na casa, nem na cidade. E logo estou de novo. Passo pelas janelas e posso entrar em qualquer outra, de qualquer prédio, de qualquer andar.

Tudo parece perto. Tudo parece certo.

E enquanto eu fico divagando e saboreando cada minuto lentamente, lutando contra o sono, eu estou bem.

Nesses dias que eu não durmo quando minha cama chama. Nesses dias que não há nenhum barulho na rua. Nesse dia familiar.

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